Núcleo Africanidades

Pesquisador: André Luis dos Santos

Perfil: Mestre em cultura, organização e educação pela Faculdade de Educação (FE) da USP, Especialista em Ética pela EACH-USP e Bacharel em filosofia pela FFLCH-USP. Além de atuar como músico e arte-educador, também atua na produção de materiais didáticos e audiovisuais diversos. Trabalhou como formador da secretaria municipal de educação de São Paulo (SME-SP) na área das relações étnico-raciais. Atualmente, é diretor de escola e desenvolve pesquisas sobre as vivências e musicalidades afro-diaspóricas.

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Do fundo de nossas memórias mais íntimas surge o centro que dá origem ao que realmente todo ser humano é: Um ser de palavras. Isto é, seres construídos por meio das interações que traçamos com os outros e com o meio que nos cerca. A fala é a célula criadora que permite que todas as coisas venham a ser. Mais do que a fala, o cantar das palavras gera inúmeros e infinitos nascimentos, que perecem e renascem constantemente.  

Adentrar no universo das africanidades é compreender que para experimentá-lo é necessário calar-se  e se tornar discípulo desta sabedoria ancestral que brota das milhares de tradições que se tecem no útero do continente africano. Experimentar o sabor de algumas destas tradições é o que pretendemos propiciar com o núcleo de africanidades do Lab_Arte, passando pelos acalantos e cantares africanos, pelas corporeidades inerentes ao modo de aprender africano, pelas escritas e tecelagens tradicionais, mas também pelas culinárias e filosofias de lá.

Que o nosso caminho seja doce nesta jornada… Ubuntu!

A tradição oral é a grande escala da vida, e dela recupera e relaciona todos os aspectos. Pode parecer caótica àqueles que não lhe descortinam o segredo e desconcertar a mentalidade cartesiana acostumada a separar tudo em categorias bem definidas. Dentro da tradição oral, na verdade, o espiritual e o material não estão dissociados. Ao passar do esotérico para o exotérico, a tradição oral consegue colocar-se ao alcance dos homens, falar-lhes de acordo com o entendimento humano, revelar-se de acordo com as aptidões humanas. Ela é ao mesmo tempo religião, conhecimento, ciência natural, iniciação à arte, história, divertimento e recreação, uma vez que todo pormenor sempre nos permite remontar à Unidade primordial.
(Hampâté-Ba, 2010, p. 169).

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